sábado, 3 de dezembro de 2011

Evgen Bavcar

"Liubliana com o Dragão"

Anos atrás eu vi em São Paulo uma exposição do fotógrafo e filósofo esloveno Evgen Bavcar (lê-se "óiguen"), e assisti a um documentário sobre sua vida e obra, com a presença do artista, que possui uma característica ímpar em um fotógrafo: ele é completamente cego.

"Bicicleta com Andorinhas"

Bavcar nasceu em 1946, numa pequena cidade eslovena perto de Trieste. Aos 12 anos perdeu a visão, incrivelmente, em dois acidentes diferentes: um olho foi perfurado por um galho de árvore, o outro foi afetado por um detonador de minas. Ele conta: "Eu não fiquei cego imediatamente; foi aos poucos. Durou meses, como um lento adeus à luz. Então eu tive que correr para captar as coisas mais belas, imagens de livros, cores e fenômenos celestes, e levá-las comigo numa viagem sem volta".

"Nu com Andorinhas"

"Retrato com Mãos"

Aos 17 anos, pegou da irmã uma máquina fotográfica russa Zorki 6, simples e barata, para fotografar uma menina da escola por quem era apaixonado. Diz ele: "O prazer que eu senti ao tirar a minha primeira foto foi o de ter roubado e captado em filme algo que não me pertencia. Foi a descoberta secreta de que eu poderia possuir algo que não posso ver".

"Hanna Schygulla"

"Véronique e o Pato"

Evgen Bavcar fotografa, a priori, a memória. Um portão por onde passava na infância, as andorinhas de sua cidade natal, casas, monumentos, a atriz alemã Hanna Schygulla (que virou sua amiga). Auxiliado pela irmã, frequentemente usa a técnica da superposição, o que confere às imagens um caráter onírico. Sobre essas imagens, ele revela: "Eu tenho uma galeria pessoal mas, infelizmente, só eu posso visitá-la. Os outros podem entrar nela através das minhas fotografias. Mas elas não são mais originais. São apenas reproduções".

"Máscaras em Veneza"

"Genebra com a Águia"

Atualmente morando em Paris, Bavcar é doutor em História, Filosofia e Estética pela Universidade de Sorbonne. Sobre a imagem que abre este post, ele explica: "O dragão é o símbolo de Liubliana, a capital da Eslovênia. O dragão é um símbolo da noite; na mitologia, é o símbolo da força da Escuridão. Quando São Jorge vence o dragão, ele também vence a Escuridão. (...) Para mim, as cidades da Europa existem à noite, mas é muito difícil tirar fotos à noite, porque as cidades são iluminadas demais. As pessoas têm medo do escuro".



Evgen Bavcar


Para ver mais obras de Evgen Bavcar, clique no link ao lado. Veja abaixo o trecho (legendado em português) dedicado a ele em "Janela da Alma", documentário de 2001 dirigido por João Jardim e Walter Carvalho:

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ray Caesar

Blessed, 2006

Em sua curta biografia, que podemos ler em seu belo site, Ray Caesar diz que nasceu cão; em entrevistas, já disse que é o mais novo de uma família de lobos. O fato é que ele nasceu em Londres, em 1958, e mudou-se com a família para Toronto, no Canadá, em 1967. Lá, formou-se em Arquitetura, mas acabou indo trabalhar em um hospital, onde documentava casos de abuso infantil, reconstrução cirúrgica e pesquisas veterinárias. Depois, trabalhou anos fazendo animação em computação gráfica para filmes.

Side Saddle, 2008

Wallflowers, 2007

Apesar de suas imagens sempre começarem com desenhos a lápis em papel, Caesar constrói suas estranhas composições vitorianas em programas de 3D, tendo como resultado final uma ilustração. É um processo lento, que geralmente leva três semanas de trabalho.

Self-Examination, 2012
Bubbles, 2004

Caesar cita Salvador Dalí como sua primeira influência, ainda na infância - o que fica evidente em algumas de suas imagens. Outras são o pintor rococó francês Antoine Watteau e o artista multimídia norte-americano Matthew Barney, sobre quem ele diz: "Eu gosto de tudo nos filmes dele, menos da música".

First of Days, 2004
Castor, 2005


Caesar segue vivendo no Canadá, segundo ele, "com minha maravilhosa esposa Jane e um coiote chamado Bonnie. Eu gosto de comer abacate e não me importo de ser um cão". Vale a pena visitar o site do artista inglês (link ao lado), onde há inúmeros trabalhos desde 2003.




Ray Caesar, como ele gosta de se ver

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Larry Clark e a Censura

Billy Mann, do livro "Tulsa", 1971

No dia 22 último, eu publiquei um post sobre Nan Goldin. Dias depois, a curadora Ligia Canongia veio a público informar que a diretoria e o curador da Oi Futuro (instituto "cultural" da empresa de telefonia) haviam censurado a exposição da fotógrafa norte-americana, que Ligia organizava havia dois anos. Imediatamente me lembrei da polêmica em torno de Robert Mapplethorpe na década de 80, e mais um fotógrafo me veio à mente: Larry Clark, que teve sua exposição Kiss the Past Hello no Museu de Arte Moderna de Paris censurada para menores de 18 anos em outubro de 2010, por conter imagens impróprias. Detalhe: a censura foi decidida pelo prefeito socialista Bertrand Delanoë, o que torna a coisa ainda mais incomum.

Untitled, do livro "Tulsa", 1971

Larry Clark nasceu em 1943 em Tulsa, no estado de Oklahoma. Sua mãe fotografava bebês como profissão, e Larry começou a ajudá-la no negócio aos 13 anos de idade. Era a América do pós-Guerra, onde o "sonho" propagandeado pelo governo não encontrava reflexo da realidade, e onde os subúrbios escondiam uma classe média empobrecida, embrutecida e sem futuro. Clark, já na adolescência, começou a tomar anfetamina com os amigos.

Skip Tapping Vein, do livro "Tulsa", 1971

De 1963 a 1971, ele fotografou muitos desses personagens com uma crudeza perturbadora. Assim como Nan Goldin, sua foto não busca um ideal estético, mas o registro da realidade à sua volta. Em 64, Clark mudou-se para Nova York para trabalhar como fotógrafo freelancer, mas dois meses depois foi convocado para a Guerra do Vietnã. Em 71, publicou o livro Tulsa, um marco na história da fotografia norte-americana do Século 20, cujas imagens ilustram este post. No prefácio, ele escreveu: "Eu nasci em Oklahoma em 1943. Aos 16 anos, comecei a injetar anfetamina. Eu me injetei todos os dias durante três anos, depois fui embora da cidade, mas voltei nos anos seguintes. Quando a agulha entra, ela jamais sai".

Untitled, do livro "Tulsa", 1971

A experiência de Tulsa marcou e definiu o trabalho de Clark (alguns dizem que ela o aprisionou): a adolescência perdida para as drogas e a violência. Em 1983, publica o livro Teenage Lust, onde já não retrata a sua juventude, mas a juventude alheia, acrescentando um outro elemento ao seu universo: o sexo. Em 1995, lança-se como cineasta, roteirizando e dirigindo o longa-metragem Kids, onde escancarou o problema da AIDS entre os jovens e chocou o mundo com cenas explícitas de sexo. Depois vieram os filmes Bully (2001), Ken Park (2002), e Wassup Rockers (2005), além de filmes para TV e curtas.

Untitled, do livro "Tulsa", 1971

Sobre a polêmica da exposição em Paris, Clark afirmou: "Essa proibição foi um ataque à juventude. Estas fotos são para eles. Proibir pessoas de 16, 17 anos de vir aqui e ver a si próprios é ridículo. O que vamos sugerir que eles façam ao invés de vir ao museu? Que fiquem em casa onde, na Internet, eles podem ver pornografia e imagens da sarjeta?"



Larry Clark

Para ver todas as imagens do livro "Tulsa", clique no link na barra ao lado.

domingo, 27 de novembro de 2011

Cecily Brown

Pyjama Game, óleo sobre tela, 193x249cm, 1998

Cecily Brown nasceu em Londres, em 1969, filha da romancista Shena McKay e do renomado crítico de arte David Sylvester (autor do livro "Entrevistas com Francis Bacon - A Brutalidade dos Fatos"). Possui diplomas em Arte e Design pela Epsom School of Art de Surrey, em Desenho e Gravura pela Morley College e em Artes Plásticas pela Slade School of Art, ambos de Londres. Atualmente ela goza de enorme prestígio e suas pinturas fazem parte de importantes coleções ao redor do mundo.

Teenage Wildlife, óleo sobre tela, 203x229cm, 2003
Service de Luxe, óleo sobre tela, 190x190cm, 1999

A pintura de Cecily Brown é uma mistura de figuração e abstracionismo: à primeira vista, algumas telas parecem emular o Expressionismo Abstrato, mas logo surgem figuras familiares, e elas parecem estar sempre em meio ao ato sexual.

Two Figures in a Landscape, óleo sobre tela, 246x261cm, 2004

New Louboutin Pumps, óleo sobre tela, 206x205cm, 2005

Para o editor da revista Flash Art Magazine, Nicola Trezzi, a influência da proximidade com pintores como Lucian Freud e Francis Bacon (amigos de seu pai) foi decisiva na formação de Cecily, mas ela "transformou a aspereza em sensualidade, e a violência em glamour".

Single Room Furnished, óleo sobre tela, 152x190cm, 2000
Mas, na dificuldade em determinar exatamente onde se situa sua arte, Trezzi lembra de uma frase do pintor e escultor francês Jean Dubuffet: "A arte não se deita na cama que lhe fazem; ela foge assim que alguém diz o seu nome; ela gosta de permanecer incógnita. Seus melhores momentos são quando ela se esquece como se chama".



Cecily Brown em seu ateliê

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Nan Goldin

Kate Moss on a Horse like Lady Godiva, 2001
A foto acima é uma das mais belas que eu já vi, mas ela absolutamente não é a mais característica do trabalho de Nan Goldin. Só a coloquei porque não resisti. Quando pensamos em Nan Goldin, imaginamos logo camas desfeitas, corpos nus e abandonados, um cigarro, um copo de uísque, uma seringa talvez. Lady Godiva é uma exceção em seu léxico.

Nan and Brian in bed, NYC, 1983

Nancy "Nan" Goldin nasceu em 12 de setembro de 1953, em Washington, D.C., numa família judia de classe média. Seu mundo sofreu um forte abalo em 1965, quando a sua irmã Barbara, aos 19 anos, após inúmeros problemas com rapazes e confusa sobre a própria sexualidade,  cometeu suicídio deitando-se na linha do trem. Diz Goldin: "O psiquiatra da minha irmã disse que eu ficaria como ela. Eu pensei que cometeria suicídio aos 18 anos. Eu saí de casa aos 14 anos, e encontrei uma família. As drogas me libertaram. E depois viraram a minha prisão".

Rise and Monty on the Lounge Chair, NYC, 1988
Aos 15 anos, Goldin começa a se interessar por fotografia, e aos 20 faz sua primeira exposição, em Boston, onde já mostra os temas que lhe seriam mais caros: a comunidade gay e transexual da cidade, apresentada a ela pelo amigo David Armstrong, também fotógrafo. Em 1978, forma-se pela Escola do Museu de Belas Artes de Boston e decide se mudar para Nova York. Nan é romântica, insegura, autodestrutiva, talentosa e tem 25 anos, e Nova York está fervendo com a cena punk. O fogo encontra a gasolina.

Simon and Jessica in the Shower, Paris, 2001

Seu tema principal sempre foi o mundo imediatamente à sua volta: seus amigos, seus amores, suas noitadas, sua bissexualidade, seus excessos, sua solidão. Ela fotografa as pessoas com voracidade. Logo esse séquito se vê assombrado pelo fantasma da AIDS. Nos anos seguintes, seus amigos e amantes caem mortos como moscas. Diz Goldin: "Eu pensava que não iria perder as pessoas se as fotografasse bastante. Na verdade, as fotos só mostram o quanto eu perdi".

Gotscho kissing Giles, Paris, 1993

Já em 1979, Goldin inicia uma espécie de diário fotográfico chamado "The Ballad of Sexual Dependency", que chegou a centenas de imagens e foi lançado como um livro em 1986. Na década de 90, as suas imagens viraram icônicas, o seu estilo passou a ser copiado por fotógrafos e revistas de moda do mundo todo - o que deu origem ao termo heroin chic - que ela detesta. Em 1996, ela ganhou uma restrospectiva no Whitney Museum de Nova York, e em 2002 ganhou outra, no Georges Pompidou, em Paris. Em 2006, criou o vídeo Sisters, Saints & Sybils, onde tenta exorcizar o fantasma da irmã morta. A dor em Nan Goldin é real, e ela é, acima de tudo, uma sobrevivente.

Self-Portrait in the Mirror, Hotel Baur, Zürich, 1998


Veja o documentário "I'll Be Your Mirror" de Nan Goldin e Edmund Coulthard (em quatro partes, sem legendas em português):

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Justin Mortimer

Bureau, óleo sobre tela, 184x243cm, 2011

Desde a invenção da fotografia (o primeiro registro foi em 1826), sua relação com a pintura passou por diversas fases. A princípio, ela tomou da representação pictórica a primazia sobre o retrato, por um lado democratizando-o, e por outro libertando os pintores do realismo - ela foi, em parte, propulsora do Modernismo. Durante o Século 20, os pintores, em maior ou menor grau, utilizaram a fotografia como ponto de partida para suas pinturas, o que até hoje não é visto com bons olhos pelos mais puristas. Alguns, como os hiper-realistas surgidos nos anos 70, esforçaram-se para mimetizá-la, enquanto outros a usaram como um ponto de partida para experiências mais livres. Em anos mais recentes, com o advento da fotografia digital e de programas como o Photoshop, muitos pintores abraçaram-na como parte essencial do processo de composição de imagens. É a esse grupo de artistas que pertence Justin Mortimer.

Cadet, óleo sobre tela, 160x160cm, 2011
Untitled, óleo sobre tela, 185x226cm, 2010

Mortimer é inglês e nasceu em 1970. De 1988 a 1992, estudou na Slade School of Art de Londres, onde ele vive e trabalha. Sua primeira exposição coletiva aconteceu em 2004, e já em 2006 ele fez a sua primeira individual, na Galerie Bertin-Toublanc em Paris. Sua exposição mais recente intitula-se Häftling ("prisioneiro", em alemão) e ocorreu este ano na Mihai Nicodim Gallery, em Los Angeles. Segundo o crítico David Trigg, são "pinturas sombrias e enigmáticas, repletas de inquietude.Suas narrativas ambíguas e excêntricas revelam estados psicológicos e abordam a alienação, a solidão ontológica e a fragilidade do corpo humano".


Foyer, óleo sobre tela, 218x188cm, 2010
Hill, óleo sobre tela, 61x81cm, 2009

Apesar de ser um pintor, o processo criativo de Mortimer passa, obrigatoriamente, pela fotografia. Numa primeira fase, ele tira fotos e também as coleta de revistas, livros médicos ou de qualquer outro meio. Em seguida, ele produz colagens com essas fotos no Photoshop, que depois são transferidas para a tela, mas não de forma definitiva. O processo pode ser invertido - a pintura é fotografada, digitalizada e novos elementos são acrescidos no arquivo digital, que mais uma vez é transposto para a tela, modificando-a. Esse processo de vai-e-vem pode resultar em até 15 colagens, segundo o artista.

Häftling, óleo sobre tela, 184x228cm, 2010
Family Plot, óleo sobre tela, 61x76cm, 2007

O processo criativo do pintor inglês, assim como seu repertório de imagens, lembra o trabalho do pintor Eduardo Berliner (Rio de Janeiro, 1978), contemplado com o Prêmio Marcantonio Vilaça em 2010 e o primeiro brasileiro a fazer parte da Coleção Charles Saatchi. O uso de imagens fotográficas e a colagem não são novidade; muitos pintores já se utilizaram delas para compor imagens, assim como a justaposição e a retirada de camadas de tinta e/ou outros materiais há muito fazem parte do processo de criação de vários deles. Talvez a única novidade seja que o processo, que antes era manual e mecânico, agora possui uma etapa digital.



Justin Mortimer em seu ateliê


Para ver mais trabalhos, acesso site do artista, na barra de links ao lado.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

George Shaw

Scenes from the Passion: The Cop Shop, esmalte sobre tela, 2000

Recentemente descobri o pintor inglês George Shaw, com quem, a despeito da diferença de técnica e temática, senti grande identificação - que veio principalmente da trajetória que ele percorreu. Nascido em 1966, em Coventry, cresceu no subúbio de Tile Hill, tema de todas as suas pinturas, feitas em esmalte Humbrol, a preferida dos aeromodelistas.

Ash Wednesday, 7am, esmalte sobre tela, 2005
No Returns, esmalte sobre tela, 2009

Em 1986, Shaw foi estudar Artes Plásticas na Escola Politécnica de Sheffield, mas ficou decepcionado com a metodologia excessivamente tradicional e abandonou as artes durante vários anos. Nesse tempo, sobreviveu dando aulas em Nottingham. Aos 30 anos, decidiu voltar a estudar Artes, desta vez matriculando-se no Royal College de Londres. Ao visitar seus pais em Tile Hill, começou a tirar fotos - que totalizam mais de 10 mil atualmente. Durante esse tempo, como quase todos de sua geração, experimentou com outras técnicas, tecnologias, suportes e linguagens.

Poets Day, esmalte sobre tela, 2006
The Assumption, esmalte sobre tela, 2010

Sobre a trajetória a que me referi, Shaw explica: "Entre os 13 e os 17 anos, eu era completamente apaixonado pela pintura. Não havia nada de superficial nela, não havia dúvidas ou questionamentos. Eu queria ser artista, então eu via livros e transformei o meu quarto num ateliê. Eu tinha certeza, mas essa certeza foi se diluindo pelo caminho, principalmente na escola de Arte". Tal questionamento o levou a uma paralisia, a mesma que me acometeu em anos recentes.

The Back that Used to be the Front, esmalte sobre tela, 2008

Shaw continua: "Eu não queria fazer nada após terminar o curso de Artes Plásticas, mas quando finalmente voltei a pintar, eu só pensei naquele entusiasmo extraordinário que eu tinha antes. Foi uma verdadeira jornada sentimental ao encontro da pessoa que eu era, e encontrar uma forma de fazer uma pintura verdadeira retratando o lugar onde nasci e cresci, sem que ninguém a considerasse kitsch ou irônica".

The Resurface, esmalte sobre tela,

Tal coragem - a de abraçar com paixão uma representação realista do lugar de suas primeiras memórias - fez surgir paisagens cativantes, ora misteriosas, ora desoladas, embora Shaw afirme: "Para mim, elas estão repletas da presença humana: as pessoas com quem eu cresci, a minha família, os transeuntes - todas elas estão lá, em algum lugar, dentro da pintura".  Esse retorno à pintura também rendeu a Shaw o reconhecimento: em 2011, ele foi indicado para o Turner Prize, o prêmio mais importante de arte na Europa.O lugar pode ser um subúrbio inglês, mas os sentimentos de nostalgia e perda são comuns a todos nós.



George Shaw - Cup o'tea anyone?


Para ver mais algumas obras, clique no link ao lado (da Wilkinson Gallery)