Toda a obra do dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett (1906-1989) se baseia na premissa de que o Homem age de forma mecânica e desconhece os seus propósitos, diante da falta de sentido de sua existência - a mesma premissa encontrada na filosfia existencialista de Sartre e Camus. A obra do pintor dinamarquês Peter Martensen, a meu ver, ecoa essa visão.
The Face Test, óleo sobre tela, 90x110, 2007
The Movement, óleo sobre tela, 100x120cm, 2003
Martensen nasceu na cidade de Odense, em 1953. Estudou na Academia de Artes Plásticas de Odense, de 1971 a 1977, e na Academia de Artes Plásticas de Copenhague, de 1982 a 1984 - cidade onde vive até hoje. Começou a produzir sua melhor obra a partir do início da década de 90, ao retratar cenas de julgamentos, como o de Nuremberg (1945-46), o que o levou ao motivo das multiplicações, que seria o tema central de sua obra.
Act Study, óleo sobre tela, 140x190cm, 1996
Sobre o seu estilo, figurativo, monocromático e narrativo, Martensen prefere usar o termo realismo mental: "Uma pintura é, antes de mais nada, um espaço mental. É matéria da mente, assim como um objeto se torna ao ser percebido pelos olhos". Apesar disso, ele é reticente quanto a analisar a própria obra: "Nós devemos entender que a força da pintura é precisamente que ela está a uma grande distância da linguagem e muito perto dos sentidos; ela é pré-linguística, portanto contém muito mais informações, muitas das quais difíceis de se colocar em palavras. Por isso eu tenho que concordar com o pintor alemão Gerhard Richter quando ele diz: 'Minhas pinturas são mais inteligentes do que eu'".
Waterfront, óleo sobre tela, 80x100cm, 2004
Escape, óleo sobre tela, 120x100, 2002
Deixemos então crítico dinamarquês Carsten Odgaard analisar sua obra: "(...) na pintura de Martensen, a figura humana é destituída de toda personalidade e individualidade. Seus personagens são anônimos, seus traços são quase sempre iguais. São homens modernos comuns, medianos, sempre de camisa branca, calça escura, sapatos pretos e cabelos bem aparados. Tais personagens são tema central em sua obra, seja como uma figura solitária, seja como um ser isolado numa massa, um clone entre outros clones. Os clones por vezes apontam uns aos outros em reconhecimento, mas jamais criam um contato humano de fato, num mundo moderno que aliena o indivíduo".
Participants, óleo sobre tela, 155x185cm, 1995
Escape, óleo sobre tela, 120x100cm, 2002
Os personagens de Peter Martensen correm, mas não sabemos para onde. Eles também não sabem. Confabulam, sem um verdadeiro propósito. Eles se unem, mas permanecem solitários. Mas não parecem conscientes do absurdo, apenas continuam a correr. Pois é assim que todos fazem. Como diz um personagem de Beckett, "Se eu continuar chamando isso de minha vida, vou acabar acreditando. É o princípio da publicidade".
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Hoje apresento o trabalho da fotógrafa holandesa Desiree Dolron (Haarlem, 1963). Sua série mais recente se aproxima muito da pintura, particularmente daquela dos flamengos como Rogier van der Weyden (1400-1464) e Petrus Christus (1410-1473), além de emular algumas cenas interiores do pintor dinamarquês Wilhelm Hammershoi (1864-1916). São fotos altamente manipuladas para se alcançar um efeito pictórico próximo ao desses mestres.
As fotos exibidas aqui são da série Xteriors, produzida de 2001 a 2008. Dolron também produziu uma série sobre Cuba, Te Dí Todos Mi Sueños, um coleção de retratos feitos embaixo d'água, Gaze, e uma outra sobre rituais religiosos ao redor do mundo, Exaltation. Todas podem ser vistas em seu site - link na barra ao lado.
Da série Patent Shoes, óleo sobre tela, 50x65cm, 2007
Tiina Heiska nasceu em Helsinque, na Finlândia, em 1959. Ela possui mestrado pela Academia de Artes Plásticas de Helsinque e é também graduada pela Universidade de Arte e Design (UIAH) daquela cidade.
Começou a expor em 1991 e desde então mantém-se ativa, tendo feito sua última individual, The Spell, em 2011, na Galeria Ama, também em Helsinque.
Da série Pink Coat and Slippers, óleo sobre tela, 46x60cm, 2007
Da série Twin Room, óleo sobre tela, 65x10cm, 2009
Tiina possui um trabalho bastante sólido e coerente, em séries que ela desenvolve desde 2003. Ela cria personagens a partir de fotos que tira de si mesma, desenvolvendo narrativas abertas, em imagens fora de foco feitas em série, em quartos solitários ou ruas desoladas. Às vezes um personagem masculino invade a cena, e não podemos senão conjecturar o que se passa ali.
Da série Spell, óleo sobre tela, 90x120cm, 2010
Às vezes essa personagem é uma menina, às vezes é uma femme fatale de minissaia e botas, e seu rosto nunca é mostrado. Segundo o historiador finlandês Juha-Heikki Tihinen, "A mulher retratada tem vida própria, ilustrada nas séries de pinturas. A imagem espelhada, ou o Doppelgänger, não é apenas um não-eu (o arauto da morte) ou uma metáfora, mas uma protagonista marcada pelo estranhamento e pela melancolia".
Da série Twin Room, óleo sobre tela, 50x76cm, 2009
Da série Twin Room, óleo sobre tela, 100x170cm, 2009
Para mim, particularmente, as pinturas de Tiina são muito evocativas da história do cinema. Vendo as imagens, vários filmes me vêm à memória, dos clássicos de Hitchcock a "Paris, Texas" de Wim Wenders, passando por vários Antonioni, Truffaut e Rohmer. Também gosto muito de como suas pinceladas foram ficando cada vez mais diluídas, as imagens cada vez mais desfocadas - como a nossa memória, enfim.
Da série Eclipse, óleo sobre tela, 57x105cm, 2006
Tiina Heiska
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Hoje eu apresento o trabalho de três pintores excelentes cuja temática é, essencialmente ou em grande parte, homoerótica: Hernan Bas, Barnaby Whitfield e Christian Schoeler. Outra característica em comum a eles é a preferência pelo trabalho em papel.
Hernan Bas, The Dirt Farmer, técnica mista sobre papel,
30,25cm, 2006
Hernan Bas nasceu em Miami, em 1978, e faz uma pintura carregada de lirismo. Suas pinceladas e suas cenas bucólicas lembram as obras dos impressionistas, e as obras mais urbanas, interiores, possuem aquele romantismo blasé de Elizabeth Peyton.
Hernan Bas, Mourning the Bristol Boy, técnica mista sobre papel,
33x33cm, 2004
Num ato de extrema sinceridade, Bas declarou: "A maioria de meus trabalhos é resultado do fracasso. Eu tento pintar de forma clássica, ser um 'mestre da pintura', mas acabo caindo no impressionismo o tempo todo. Chame de impaciência, de falta de talento, mas o impressionismo é uma falha que todos nós acabamos gostando".
Barnaby Whitfield também nasceu em Miami, em 1972, e foi cantor de ópera mirim e modelo. Uma característica peculiar é a opção pelo pastel sobre papel, técnica que ele domina com perfeição. Suas imagens são carregadas de erotismo e de personagens grotescos que, segundo ele, são resposta a uma violência sofrida anos atrás.
Barnaby Whitfield, Fresh Horses, pastel sobre papel, 127x177cm, 2009
Como muitos gays, infelizmente, Barnaby passou por momentos de indecisão e culpa quanto à própria sexualidade durante a infância e a adolescência. Diz o artista: "Eu estava decidido a não ser gay, embora dormisse com meninos e meninas igualmente. Eu criei uma grande mistura de vergonha e obsessão".
Barnaby Whitfield, Little Deaths, All the Same (the Artist as an Expiring Red Winged Blackbird), pastel sobre papel,
61x61cm, 2011
Ainda sobre seus medos e traumas, ele diz: "Eu estou tentando reverter isso com a pintura, transformado a terrível realidade num belo sonho".
Christian Schoeler, Sem Título, óleo sobre tela, 40x50cm, 2011
Christian Schoeler nasceu em Hagen, na Alemanha, em 1979, e hoje mora e trabalha em Düsseldorf. Ele executa pinturas em técnica mista sobre papel, em pequenas dimensões, retratando a juventude e a sensualidade com certo romantismo, longe do cinismo e da opção pelo bizarro de boa parte de sua geração.
Christian Schoeler, Sem Título, técnica mista sobre papel, 25x30cm, 2011
Schoeler estudou na Academia de Artes Plásticas de Munique com o famoso pintor alemão Günther Förg, completando seus estudos em 2007. Além das pinturas, o artista também produziu algumas estampas para a Luis Vuitton.
Christian Schoeler, Sem Título, técnica mista sobre tela, 75x50cm, 2010
O jovem artista alemão é representado no Brasil pela Galeria Mendes Wood, fundada em 2009. Para ver mais trabalhos desses três pintores, clique nos links na barra ao lado.
Come Play With Us, Forever, acrílica sobre tela, 120x100cm, 2009
Alguns artistas/ilustradores criam verdadeiros universos, povoados de personagens únicos, não raro imersos em situações inusitadas, retratados com um estilo absolutamente pessoal. Um desses casos é o do artista chileno Victor Castillo.
Superstition, acrílica sobre tela, 91x91cm, 2011
Youth Against Fascism, acrílica sobre tela, 90x70cm, 2009
Castillo nasceu em Santiago, em 1973, e começou a desenhar aos cinco anos de idade, inspirado pelos personagens de desenho animado que via na TV - e que o "assombram" até hoje. Outras obsessões eram os filmes de ficção científica e capas de discos de vinil, como a de "The Wall" do Pink Floyd.
Chick Habbit, acrílica sobre tela, 50x50cm, 2007
Lucy's Party, acrílica sobre tela, 121x88cm, 2010
Após participar de um coletivo de arte ainda em Santiago, onde criava esculturas e instalações em vídeo, Castillo se mudou para Barcelona, na Espanha, em 2004, onde se estabeleceu como pintor. Após visitar o Museu do Prado (em Madri) e ver as obras de Goya, ele começou a aplicar aspectos da pintura clássica em seu trabalho.
Hell Yes, acrílica sobre tela, 120x80cm, 2009
O artista chileno faz uma mistura muito interessante de personagens exóticos, aparentemente saídos de algum desenho animado do início do Século XX, acrescidos muitas vezes de presenças fantasmagóricas - como um Papai Noel diabólico - e situações esdrúxulas, pintados com uma técnica primorosa.
Epiphany I (Adoration of the Magi), óleo e acrílica sobre tela, 210x333cm, 1996
Se você vir uma foto de Gottfried Helnwein, pensará que se trata de um roqueiro sessentão, saído de alguma banda-dinossauro: cabelo comprido, roupas pretas, óculos escuros, bandana na cabeça, anéis enormes nos dedos. A amizade com celebridades como Marilyn Manson e Arnold Schwarzenegger também não ajuda, mas não se engane: Helnwein, apesar de pouco conhecido no Brasil, é um dos maiores artistas austríacos contemporâneos.
The Murmur of the Innocents 18, óleo e acrílica sobre tela, 180x252cm, 2010
The Disasters of War 21, óleo e acrílica sobre tela, 160x240cm, 2007
Pintor, fotógrafo, cenógrafo, criador de performances e instalações, Helnwein nasceu em 1948, em Viena, e formou-se com louvor pela Academia de Artes Visuais daquela cidade - a mesma que recusou Hitler. "O maior erro da História", disse Helnwein. Feroz crítico das guerras, da xenofobia e da passividade austríaca diante do nazismo, o artista acabou deixando o país em 1985, indo morar na Alemanha e depois na Irlanda, onde vive até hoje, com a mulher e quatro filhos - que serviram de modelos para as séries The Disasters of War, produzida em 2007, e The Murmur of the Innocents, entre 2009 e 2010, que retrata crianças feridas ou mortas, algumas usando uniformes militares.
The Disasters of War 24, óleo e acrílica sobre tela, 195x242cm, 2007
Sleep 22, óleo e acrílica sobre tela, 152x112cm, 2009
São pinturas hiper-realistas feitas com precisão cirúrgica e imensas - algumas telas têm mais de 3 metros de largura. Sobre o tema, disse Harry S. Parker III, diretor do Fine Arts Museum of San Francisco: "Para Helnwein, a criança é o símbolo da inocência, mas também da inocência traída. No mundo atual, as forças malévolas da guerra, da pobreza e da exploração sexual, e a influência entorpecente e predatória da mídia agridem a sua pureza". Alguns críticos veem uma semelhança temática com a obra de Anselm Kiefer (Alemanha, 1945), também profundamente marcada pela guerra, ainda que num estilo completamente diferente.
The Disasters of War 4, óleo e acrílica sobre tela, 204x299cm, 2007
Annunciation (Mouse 12), óleo e acrílica sobre tela, 200x296cm, 2010
Helnwein também insere elementos lúdicos em suas composições, como um coelho gigante que invade uma cena ou personagens de mangás ou Mickey Mouse - um tema recorrente em suas pinturas.
Uma de suas séries que eu mais gosto - e uma das que suscitaram mais polêmica - é Epiphany, em que ele retrata cenas da Natividade. No quadro dessa série que abre este post, "A Adoração dos Reis Magos", os personagens bíblicos são substituídos por oficiais nazistas e vê-se uma Maria perfeitamente ariana. O bebê em seu colo seria o próprio Hitler.
Epiphany III (Presentation at the Temple), óleo e acrílica sobre tela, 210x310cm, 1998
Gottfried Helnwein em seu ateliê na Irlanda
Vale a pena percorrer o site do artista (link ao lado), que possui reproduções em alta resolução de todos os seus trabalhos. É curioso também ver a sessão estilo Caras, com Helnwein e sua família em seu castelo na Irlanda, ao lado de celebridades como Sean Penn, e os registros de seu processo de trabalho.
Como admirador do trabalho da fotógrafa norte-americana Diane Arbus, há muito queria assistir ao filme "A Pele", de Steven Shainberg, lançado em 2006. O subtítulo da obra já deixa claro as intenções do diretor: "Um Retrato Imaginário de Diane Arbus". É preciso enfrentar o filme com a guarda baixa, disposto a aceitar as liberdades do autor - liberdades essas que são a origem de suas maiores qualidades e de seus maiores defeitos.
Diane Arbus, autorretrato, 1945
Diane Nemerov nasceu em 1923, na cidade de Nova York, filha de pais judeus ricos, donos da loja de departamentos Russek's, na caríssima Fifth Avenue. Aos 18 anos, ela casou-se com seu namorado de longa data, Allan Arbus, com quem teria duas filhas. Ambos se interessavam por fotografia, e foram contratados pelo pai de Diane para fazer as fotos promocionais de sua loja. Em 1946, eles abriram um estúdio comercial, com Allan como fotógrafo e Diane como assistente. Eles fizeram fotos para as revistas Vogue, Harper's Bazzar, Seventeen e Glamour, embora odiassem o mundo da moda.
Após estudar fotografia, em 1956 Diane abandonou a moda e começou a fazer trabalhos para publicações mais sérias, como Esquire e The Sunday Times Magazine. Durante os anos 60, ela deu aula na Parsons School of Design e na Cooper Union, em Nova York, e na Rhode Island School of Design, em Providence, Rhode Island. Sua primeira grande exposição ocorreu no Museum of Modern Art, em 1967, junto aos fotógrafos Garry Winogrand e Lee Friedlander.
Arbus sempre teve interesse em retratar pessoas comuns de forma crua, certamente em contraposição aos anos trabalhando com moda e à sua própria experiência como a menina rica filha dos donos da Russek's, um templo de luxo e ostentação. Isso acabou levando-a a retratar doentes mentais, prostitutas, anões, nudistas e travestis, entre outros outsiders, fazendo com que ela fosse rotulada, de certa forma injustamente, como a "fotógrafa das aberrações".
Sua obra vai muito além disso, alcançando uma dimensão psicológica do retratado como nenhum fotógrafo havia feito, misturando estranheza e proximidade, além da acuidade cromática - a dramaticidade dos contrastes em preto e branco e a suavidade dos cinzas. Sua fotografia, contudo, recebeu tanto elogios quanto críticas pesadas - a escritora e feminista australiana Germaine Greer, retratada por Arbus em 1971, disse que seu retrato era "indiscutivelmente ruim" e que o trabalho dela era pouco original e preocupado apenas com "a imperfeição e a desilusão humanas". Outros, como o grande crítico Robert Hughes, viam a sua obra como revolucionária.
Diane Arbus, já separada de Allan desde 1958, sofria de depressão (segundo ele, ela tinha "mudanças violentas de humor") e suicidou-se em 26 de julho de 1971, ingerindo barbitúricos e cortando os pulsos. Ela tinha 48 anos.
"A Pele" merece ser elogiado por não ser uma cinebiografia tradicional e "careta", mas essa opção arriscada de Shainberg acaba por afastar excessivamente sua personagem da verdadeira Diane Arbus, e embora a personagem de Nicole Kidman tenha uma trajetória interessante, ficamos nos perguntando o quanto ela tem da fotógrafa nova-iorquina. O filme se detém demasiado numa Kidman titubeante, ansiosa por deixar para trás sua vida social medíocre e assumir algo que ela não sabe bem o que é, mas que no filme se materializa no vizinho Lionel Sweeney, que sofre de uma doença rara chamada hipertricose, que faz com que ele tenha o corpo totalmente coberto de pelos. A partir daí, o filme se concentra no relacionamento dos dois, cada vez mais íntimo, e nos problemas que naturalmente surgem na vida familiar dela. Sweeney também a apresenta a um mundo de freaks como ele, uma referência às famosas fotos de Arbus.
Nicole Kidman e Robert Downey Jr.
Um dos pontos altos do filme são as atuações de Kidman e Downey Jr., dois atores excepcionais. Ele, em especial, consegue passar uma gama de emoções e gerar empatia tendo, como ferramenta, apenas o olhar e o tom de voz. Nicole, em 2006, ainda sem o Botox que destruiria a sua expressão, é de uma beleza e de uma doçura estonteantes. O que vemos nos 122 minutos de filme é uma história de abandono e de encontro, de esperanças e de tristeza, embalada por uma fotografia belíssima. No entanto, a opção do diretor de deixar de lado os fatos e se concentrar num evento fictício - com o propósito de investigar os reais motivos da atração de Arbus pelo proibido e pelo estranho - é apenas uma conjectura, e terminamos com a incômoda sensação de que não conhecemos quase nada dessa grande fotógrafa que foi Diane Arbus.
Para ver um álbum com imagens da fotógrafa, clique no link na barra ao lado (o retrato de Germaine Greer está na página 77)
Clique abaixo para assistir ao documentário sobre Diane Arbus da série Masters of Photography (em inglês, sem legendas):