Desde o final da década de 90, eu acompanho a obra do pintor Rodrigo Cunha, desde seus trabalhos expostos nas Anuais da FAAP (em 1998 e 1999) e suas individuais na Galeria Thomas Cohn (em 2000, 2001 e 2003). Trata-se de um pintor estupendo, de temperamento quixotesco, totalmente comprometido com a pintura - em seus moldes mais clássicos.
Sem título, acrílica sobre tela, s/d
Sem título, acrílica sobre tela, s/d
Nascido em Niterói, RJ, em 1976, Rodrigo cedo começou a desenhar. Ao ganhar do pai um estojo de pintura, descobriu uma paixão e algo que desejava fazer pelo resto da vida. Radicado em São Paulo desde 1993, ele foi reconhecido tão logo terminou seus estudos, mas sempre foi, de certa forma, um solitário. Numa época em que a pintura estava em baixa e os artistas abraçavam os novos suportes e as novas tecnologias com voracidade, Rodrigo era considerado, por muitos de seus pares, um purista. A recíproca era verdadeira - Rodrigo sempre desprezou as novidades da arte contemporânea.
Sem título, acrílica sobre tela, s/d
Jogadores de Carta, acrílica sobre tela, 161x140cm, s/d
Sua integridade - ou seu radicalismo, segundo alguns - se manifesta até mesmo no âmbito da pintura: Rodrigo só acredita em pintura feita a partir da observação da realidade, com modelos vivos. Aí já temos excluída boa parte da pintura contemporânea, em grande parte dependente da fotografia, por escolha ou por praticidade. De fato, com pintor, posso atestar a dificuldade e o desafio que é pintar a partir de modelos vivos. Mas Rodrigo não está sozinho, absolutamente, e posso citar dois grande artistas contemporâneos que estão entre os meus favoritos e só pintam dessa forma: o recém-falecido Lucian Freud e o chinês Liu Xiaodong.
Sem título, acrílica sobre tela s/d
Sem título, acrílica sobre tela, s/d
Em 2009, Rodrigo Cunha ganhou o pretigioso Prêmio Fundação Bunge, ano em que fez também uma exposição individual na Galeria Baró Cruz. Atualmente ele é representado pela Galeria de Arte André, onde participou de mostra coletiva este ano.
Autorretrato, acrílica sobre tela, s/d
Entre seus ídolos maiores, Rodrigo lista Rembrandt e Van Gogh. Sobre o primeiro, ele comenta: "A pintura é a minha religião. Eu acredito no Belo. Quando eu vejo um Rembrandt, eu penso: isso é belo. É belo de verdade. Eu me emociono". De minha parte, sempre que eu me vi diante de uma pintura de Rodrigo Cunha, senti algo parecido.
Three Studies for a Crucifixion, tríptico - painel esquerdo, ost, 198x144cm (cada), 1962
"Eu não me vejo exatamente como um pintor, mas como um intermediário para o acidente e o acaso" - assim definia-se um dos artistas mais geniais do século XX, e um dos meus pintores prediletos: Francis Bacon. Assim como Samuel Beckett nos propôs abraçar o caos e o absurdo, por eles serem palpáveis, Bacon construiu toda a sua obra sobre a impossibilidade de harmonia e de amor, sobre a finitude e a mortalidade da carne, sobre a crueldade humana, sobre a inexistência de Deus e, em última instância, sobre a violência.
Self-Portrait, ost, 198x147cm, 1973
Francis Bacon nasceu em 1909 em Dublin, Irlanda, homônimo do filósofo e estadista elizabetano (de quem, segundo sua mãe, era parente distante). Seus pais haviam mudado recentemente da Inglaterra, onde seu pai servira o exército, chegando a capitão, para que ele tentasse a vida como criador e treinador de cavalos. Homem rígido e agressivo, não aceitava os modos afeminados do filho, tampouco a sua asma, que o impedia de se aproximar de cães e cavalos.
Two Figures, ost, 152x116cm, 1953
Aos 17 anos, Francis foi expulso de casa, após seu pai pegá-lo olhando-se no espelho vestindo as roupas íntimas da mãe. Segundo o pintor, ele sentia ao mesmo tempo repulsa e atração pelo pai, mitigada com encontros furtivos com os empregados do estábulo. Foi viver em Londres, sozinho, sobrevivendo com uma mesada enviada pela mãe. Para completar a renda, segundo ele próprio, fazia pequenos furtos e se prostituía com homens mais velhos.
Triptych in Memory of George Dyer, ost, 198x147cm (cada), 1971
Em andanças por Berlim e Paris, Bacon teve duas experiências que o marcariam como artista: ele assistiu a "Um Cão Andaluz", filme de 1929 de Luis Buñuel, sobre o qual mais tarde comentou: "Não sei como os filmes de Buñuel me afetaram diretamente, mas eles certamente me afetaram com relação a coisas visuais, na acuidade das imagens que você produz". A outra experiência foi a visita a uma exposição de Pablo Picasso - que o levou a querer pintar.
Study of George Dyer, ost, 1969
De volta a Londres, Bacon tornou-se decorador de interiores e designer de móveis, fazendo amizade com o pintor pós-cubista australiano Roy de Maistre, que o incentivou a seguir a carreira de pintor. Na mesma época, ele começou um relacionamento - que duraria 15 anos - com Eric Hall, homem casado, pai de dois filhos e membro respeitável da sociedade londrina, que o sustentou enquanto ele não pôde viver de seu trabalho como decorador nem de suas pinturas.
Three Studies for Figures at the Base of a Crucifixion, tríptico, ost, 198x147cm (cada), segunda versão, c. 1944
Já na década de 30, surgiu um tema que acompanharia Bacon por toda a vida: a Crucificação, muitas vezes pintada em trípticos - composição de três painéis típica da arte medieval e renascentista, onde o painel central geralmente trazia a figura de Cristo ou da Virgem Maria, e os laterais, figuras de santos. Sobre o tema, Bacon disse: "Para as pessoas religiosas, a Crucificação tem um significado, mas, para mim, ela tem outro: ela apenas representa a forma com os homens se tratam".
Study after Velázquez's Portrait of Pope Innocent X, ost, 153x118cm, 1953
Seu estilo de pintura já estava presente nos dois elementos formais que são a essência de sua obra: a deformidade da carne e esquematismo na composição dos ambientes, com grandes áreas chapadas, pintadas com cores fortes . Bacon sempre foi absolutamente sincero e corajoso na insistência de que sua arte derivava de um acidente, não de seu dominio sobre o meio. Ele jamais pintava modelos vivos, e usava quaisquer fotografias que tivesse em mãos como ponto de partida para a representação da figura humana. Seus estudos do retrato do Papa Inocêncio X de Diego Velázquez foram feitos a partir de uma foto. Também usava com frequência os experimentos fotográficos de Eadweard Muybridge.
Paralytic Child Walking on all Fours (from Muybridge), ost, 1961
As décadas de 40 e 50 foram prolíficas, e em 1962 Francis Bacon já ganharia uma restrospectiva na Tate Gallery, em Londres. Em 1963, ele conhece o homem que seria seu companheiro inseparável e tema de muitos quadros: o londrino George Dyer, homem elegante e másculo, com um passado de pequenos delitos, mas que no fundo possuía uma personalidade insegura e depressiva. Bacon tinha 54 anos; Dyer, 29. Bacon gostava de dizer que conhecera Dyer quando este tentou arrombar o seu ateliê.
Study for Head of George Dyer, ost, 35x30cm, 1867
O relacionamento conturbado com Dyer durou até outubro de 1971, quando Bacon teria uma grande exposição individual no Grand Palais de Paris, honra antes concedida apenas a Picasso. Dois dias antes da abertura, em 25 de outubro, Dyer foi encontrado morto no quarto de hotel, vítima de uma overdose de álcool e barbitúricos. Bacon compareceu à abertura como se nada tivesse acontecido. Nos anos seguintes, porém, ele dedicaria várias obras ao ex-amante.
Studies from the Human Body, tríptico - painel central, ost, 198x147cm (cada), 1970
Entre 1962 e 1986, Bacon concedeu nove longas entrevistas ao famoso crítico inglês David Sylvester, que foram reunidas no livro "Entrevistas com Francis Bacon: a Brutalidade dos Fatos" (publicado no Brasil pela editora Cosac Naify, em 1998). Nelas, Bacon discorre sobre seus temas e seu processo de trabalho. Entre outras coisas, diz preferir pintar de memória ou a partir de fotos, jamais tendo o modelo à sua frente, para que a pessoa não testemunhasse a "ofensa" que ele fazia à sua imagem - pois era dessa forma que muitos retratados se sentiam. Sobre a violência de suas imagens, ele afirmou: "Obra de arte nenhuma pode ser mais violenta do que a vida".
Trptych May-June, ost, 198x147cm (cada), 1973
Em meados dos anos 70, o artista britânico conheceu outro jovem londrino, que iria acompanhá-lo durante o resto de sua vida: John Edwards, único herdeiro de seu espólio. Durante toda a década de 80, Bacon produziu, expôs e solidificou sua reputação como um dos maiores pintores vivos - senão o maior. No entanto, sua idade avançada e a asma já o debilitavam, e ele teve um rim canceroso extirpado em 1989. Em abril de 1992, ele fez uma viagem a Madri, para se encontrar com um jovem espanhol com quem ele se relacionava havia alguns anos. Ao chegar, caiu doente e foi internado numa clínica, vindo a morrer de ataque cardíaco em 28 de abril.
Francis Bacon em seu ateliê em Londres
Em um de seus depoimentos a David Sylvester, Francis Bacon afirmou, a respeito da constante busca - e da constante frustação do artista: "Como você pode ficar satisfeito, se tudo lhe escapa? Mesmo quando você está apaixonado por alguém, tudo lhe escapa; você quer ficar mais próximo àquela pessoa, mas como você pode abrir a sua carne e se unir a ela? É uma impossibilidade. O mesmo acontece com a arte - ela é como um longo caso com objetos, com imagens, com sensações e com as paixões".
Para acessar o site oficial do Espólio de Francis Bacon, clique no link ao lado.
Para assistir a um documentário sobre ele (sem tradução, em nove partes), clique abaixo:
Early Morning, Hours of the Night, óleo sobre tela, s/t, 2003
Em mais um domingo com muitos trabalhos de tradução, deixo vocês com obras da pintora escocesa Kaye Donachie (Glasgow, 1970).
For the Trouble You Bring Is the Trouble You Bring, óleo sobre tela, 48x60cm, 2004
Every Mornin' Our Love Is Reborn, óleo sobre tela, 60x88cm, 2004
Donachie formou-se em Pintura pelo Royal College of Art, Londres, em 1997. Suas primeiras exposições coletivas datam de 1993. Sua última individual foi em 2010, na galeria Maureen Paley, em Londres - cidade onde ela mora atualmente.
Hobo's Lament, óleo sobre tela, 46x62cm, 2005
And Schemes of Shadows Were Drifting by, óleo sobre tela, 45x66cm, 2005
Muitas obras de Donachie retraram grupos de jovens em situações bucólicas, talvez cenas retiradas de filmes, pintadas com um paleta bastante original, com preferência pelo amarelo vivo - uma cor que raramente faz parte do repertório de pintores contemporâneos.
We Wait for One Last Adventure, óleo sobre tela, 45x60cm, 2005
The Echo of Your Cries, óleo sobre tela, 45x60cm, 2005
Se o amarelo em Van Gogh era solar e imbuído do sentimento do trágico, e em William Turner essa cor era dramática, nas pinturas de Donachie os amarelhos são aconchegantes e intimistas, como a luz de uma fogueira, como o conforto do grupo e do amor.
Kaye Donachie
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Tendo acabado de assistir à obra-prima de Terrence Malick, "A Árvore da Vida", e, coincidentemente, tendo acabado de traduzir um documentário do físico e cosmólogo Stephen Hawking sobre a origem do Universo, fico tentado a traçar paralelos entre a Ciência, a Fé (ou a falta de) e nosso lugar no mundo, entre o microcosmo e o macrocosmo, entre o silêncio e a fúria, ou, como coloca Malick, divididos entre o caminho da Graça e o da Natureza. Mas não farei isso, porque esse filme foi o mais resenhado dos últimos tempos, e muito já se disse. Ao invés disso, vou mirar a natureza estonteante das pinturas da artista norte-americana April Gornik.
Sand, Shadow, Time, óleo sobre tela, 190x238cm, 2010
Gornik nasceu em Cleveland, Ohio, em 1953, e atualmente mora em Nova York. É casada com o pintor Eric Fischl (já postado aqui). Sua opção por pintar paisagens de forma realista, em quadros enormes, é, no mínimo, corajosa. A arte contemporânea é célebre por enfatizar conceitos e referências, e diante de uma mera paisagem, feita sem deboche ou cinismo - outra pedra de toque da arte atual - tais conceitos demoram a emergir.
Storm Sea Light, óleo sobre tela, 187x195cm, 2009
Underwater, óleo sobre tela, 177x254cm, 1997
Mas a artista não se furta a interpretações: "Eu sou uma artista que valoriza, acima de tudo, a capacidade da arte de me tocar emocional e fisicamente. Eu faço uma arte que me faz questionar, que tira sua força de sua vulnerabilidade a interpretações, que é intuitiva, que é bela".
Light Horizon, óleo sobre tela, 185x302cm, 2008
O aspecto físico da fruição artística é muito importante na obra de Gornik, pois suas pinturas são imensas, abarcando o campo de visão do espectador, de forma que ele se vê quase dentro da paisagem. Segundo Gornik, a pintura é mais poderosa do que as outras formas de arte, porque ela está imbuída da experiência do artista - as suas decisões, a sua intenção, suas correções e, mais importante, o tempo passado nela - que é transmitida de volta ao espectador. Em suma, é um reflexo pessoal, humano, imperfeito da Criação - esta perfeita e intangível.
Light in the Woods, óleo sobre tela, 182x274cm, 2011
April Gornik
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Toda a obra do dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett (1906-1989) se baseia na premissa de que o Homem age de forma mecânica e desconhece os seus propósitos, diante da falta de sentido de sua existência - a mesma premissa encontrada na filosfia existencialista de Sartre e Camus. A obra do pintor dinamarquês Peter Martensen, a meu ver, ecoa essa visão.
The Face Test, óleo sobre tela, 90x110, 2007
The Movement, óleo sobre tela, 100x120cm, 2003
Martensen nasceu na cidade de Odense, em 1953. Estudou na Academia de Artes Plásticas de Odense, de 1971 a 1977, e na Academia de Artes Plásticas de Copenhague, de 1982 a 1984 - cidade onde vive até hoje. Começou a produzir sua melhor obra a partir do início da década de 90, ao retratar cenas de julgamentos, como o de Nuremberg (1945-46), o que o levou ao motivo das multiplicações, que seria o tema central de sua obra.
Act Study, óleo sobre tela, 140x190cm, 1996
Sobre o seu estilo, figurativo, monocromático e narrativo, Martensen prefere usar o termo realismo mental: "Uma pintura é, antes de mais nada, um espaço mental. É matéria da mente, assim como um objeto se torna ao ser percebido pelos olhos". Apesar disso, ele é reticente quanto a analisar a própria obra: "Nós devemos entender que a força da pintura é precisamente que ela está a uma grande distância da linguagem e muito perto dos sentidos; ela é pré-linguística, portanto contém muito mais informações, muitas das quais difíceis de se colocar em palavras. Por isso eu tenho que concordar com o pintor alemão Gerhard Richter quando ele diz: 'Minhas pinturas são mais inteligentes do que eu'".
Waterfront, óleo sobre tela, 80x100cm, 2004
Escape, óleo sobre tela, 120x100, 2002
Deixemos então crítico dinamarquês Carsten Odgaard analisar sua obra: "(...) na pintura de Martensen, a figura humana é destituída de toda personalidade e individualidade. Seus personagens são anônimos, seus traços são quase sempre iguais. São homens modernos comuns, medianos, sempre de camisa branca, calça escura, sapatos pretos e cabelos bem aparados. Tais personagens são tema central em sua obra, seja como uma figura solitária, seja como um ser isolado numa massa, um clone entre outros clones. Os clones por vezes apontam uns aos outros em reconhecimento, mas jamais criam um contato humano de fato, num mundo moderno que aliena o indivíduo".
Participants, óleo sobre tela, 155x185cm, 1995
Escape, óleo sobre tela, 120x100cm, 2002
Os personagens de Peter Martensen correm, mas não sabemos para onde. Eles também não sabem. Confabulam, sem um verdadeiro propósito. Eles se unem, mas permanecem solitários. Mas não parecem conscientes do absurdo, apenas continuam a correr. Pois é assim que todos fazem. Como diz um personagem de Beckett, "Se eu continuar chamando isso de minha vida, vou acabar acreditando. É o princípio da publicidade".
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Da série Patent Shoes, óleo sobre tela, 50x65cm, 2007
Tiina Heiska nasceu em Helsinque, na Finlândia, em 1959. Ela possui mestrado pela Academia de Artes Plásticas de Helsinque e é também graduada pela Universidade de Arte e Design (UIAH) daquela cidade.
Começou a expor em 1991 e desde então mantém-se ativa, tendo feito sua última individual, The Spell, em 2011, na Galeria Ama, também em Helsinque.
Da série Pink Coat and Slippers, óleo sobre tela, 46x60cm, 2007
Da série Twin Room, óleo sobre tela, 65x10cm, 2009
Tiina possui um trabalho bastante sólido e coerente, em séries que ela desenvolve desde 2003. Ela cria personagens a partir de fotos que tira de si mesma, desenvolvendo narrativas abertas, em imagens fora de foco feitas em série, em quartos solitários ou ruas desoladas. Às vezes um personagem masculino invade a cena, e não podemos senão conjecturar o que se passa ali.
Da série Spell, óleo sobre tela, 90x120cm, 2010
Às vezes essa personagem é uma menina, às vezes é uma femme fatale de minissaia e botas, e seu rosto nunca é mostrado. Segundo o historiador finlandês Juha-Heikki Tihinen, "A mulher retratada tem vida própria, ilustrada nas séries de pinturas. A imagem espelhada, ou o Doppelgänger, não é apenas um não-eu (o arauto da morte) ou uma metáfora, mas uma protagonista marcada pelo estranhamento e pela melancolia".
Da série Twin Room, óleo sobre tela, 50x76cm, 2009
Da série Twin Room, óleo sobre tela, 100x170cm, 2009
Para mim, particularmente, as pinturas de Tiina são muito evocativas da história do cinema. Vendo as imagens, vários filmes me vêm à memória, dos clássicos de Hitchcock a "Paris, Texas" de Wim Wenders, passando por vários Antonioni, Truffaut e Rohmer. Também gosto muito de como suas pinceladas foram ficando cada vez mais diluídas, as imagens cada vez mais desfocadas - como a nossa memória, enfim.
Da série Eclipse, óleo sobre tela, 57x105cm, 2006
Tiina Heiska
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